Alimentação versus Dieta

Alimentação é o processo pelo qual o organismo, como um todo, obtêm e assimila alimentos ou nutrientes para as suas funções vitais: crescimento, movimento, reprodução e manutenção da temperatura do corpo. Diremos que, alimentação é um conjunto de hábitos e substâncias que o homem usa, não só por necessidade de manter as funções vitais, mas também como um elemento de cultura para manter ou melhor a sua saúde.

Dieta refere-se aos hábitos alimentares individuais. Cada pessoa tem uma dieta específica. Cada cultura costuma caracterizar-se por dietas particulares. Contudo, popularmente, o emprego da palavra “dieta” está associado a uma forma de conter o peso e para manter ou melhorar a sua saúde. Sempre que a palavra dieta vem à mente, o inconsciente já sabe que é algo que tem início, meio e que terminará em algum momento. Se o fim demorar a chegar, os mecanismos de sabotagem entram em ação para terminar com aquela dieta.

Será importante definir saúde, dado que é o conceito, que usando a analogia matemática, é o denominador comum na alimentação e na dieta.

A saúde é um bem que não podemos quantificar, comprar ou trocar! Provavelmente por ter estas características básicas e simples torna-se um dos aspetos mais importante da vida.

Quando perguntamos às pessoas se elas são saudáveis, geralmente dizem que sim. A forma mais usual de definir saúde é pela ausência de doença – pensamos que se não estivermos sob a alçada de um médico ou a tomar medicamentos receitados por aquele, então, devemos estar com saúde. Num sentido é absolutamente verdade. Mas olhar para a saúde com esta perspetiva tão restritiva – ausência de doença – estamos a cometer uma injustiça connosco e de certa forma a defraudar o que a saúde pode realmente ser.

A saúde deve ser vista como um “continuum” e foi imaginada em 1972 por John Travis.

Indo do centro para a esquerda mostra um estado de saúde progressivamente piorando. Movendo-se do centro para a direita mostra o aumento dos níveis de saúde e bem-estar. O paradigma de tratamento (drogas, ervas, cirurgia, psicoterapia, acupuntura e assim por diante) pode levá-lo até o ponto neutro, onde os sintomas da doença têm sido aliviados. O paradigma de bem-estar, que pode ser utilizado em qualquer ponto do continuum, ajuda a mover-se em direção a níveis mais elevados de bem-estar.

O paradigma de bem-estar direciona-nos além do neutro e incentiva a movermo-nos, tanto à direita quanto possível. Não é para substituir o paradigma de tratamento do lado esquerdo do continuum, mas trabalhar em harmonia com ele. Se está doente, então, tratamento é importante, mas não pare no ponto neutro.

Por exemplo a obesidade não deve ser encarada como uma doença, apenas como um sintoma que se instalou no corpo devida à perda de saúde.

Para mim, alimentação ou a dieta, são os alimentos que eu escolho comer, sejam eles crus ou cozinhados.

Falar de alimentos também pressupõe falar de digestão. O corpo é muito sábio e particularmente no processo de saúde, pois ele faz sempre o seu melhor em nosso benefício. Digerir é o processo de tornar coisas grandes em mais pequenas, e as coisas são os alimentos.  Os amidos, as proteínas e as gorduras são decompostas nos respetivos componentes básicos: açúcares, aminoácidos e ácidos gordos.

Então a digestão começa na boca com a mastigação. No estômago, com um nível de ácido elevadíssimo decompõe-se os alimentos, fazendo o bolo digestivo que passará para o intestino delgado onde a vesícula e o pâncreas são chamados com as respetivas enzimas. É no intensivo delgado que tudo acontece. Os hidratos de carbono, sob a forma de amidos são convertidos em glicose, as proteínas são desintegradas em aminoácidos. É na parede intestinal que se dá absorção e aqueles componentes entram na circulação e vão diretamente para o fígado. Aqui podem ser armazenados ou usados como energia ou como componentes básicos para o crescimento e reparação do corpo.

A parede interna do intestino é repleta de rugas, chamadas de vilosidades e microvilosidades de uma importância elevadíssima, pois é aqui que se dá absorção. Os capilares sanguíneos e a linfa estão nessas vilosidades para absorver os nutrientes. A linfa absorve os lípidos e os capilares sanguíneos absorvem os prótidos, os minerais, as vitaminas e os glícidos.

Esta é uma parte muito importante da saúde – o intestino –  e é onde a maior parte dos problemas de saúde começa.

Se o forro do intestino não estiver são, os hidratos de carbono e as proteínas podem ser absorvidas da mesma forma, embora ineficazmente, mas as gorduras não são absorvidas. Aqui se inicia um problema grave da alimentação, visto que uma quantidade notável de nutrientes só pode ser absorvida pelo corpo quando é ingerida gordura! Facto ignorado pelo quem defende uma alimentação baixa em gordura.

O consumo de alimentos altamente refinados – a que chamo produtos e não alimentos – podem alterar este processo, fazendo com que alguns nutrientes sejam incorretamente absorvidos. É muito importante alimentarmos as bactérias que vivem no intestino e a membrana muscosa do mesmo.

A seguir vem o intestino grosso e o colon. No intestino grosso é onde se absorvem os minerais e a água.

Em jeito de conclusão e afim de melhoramos constantemente a nossa saúde devemos escolher alimentos na sua forma natural, crus ou cozinhados, e cuidarmos do sistema digestivo. Cozinhar o menos tempo possível, não misturar muitos alimentos e não esquecer que a digestão começa com a mastigação. Se seguirmos estes princípios básicos começaremos a ter mais saúde.

 

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