Coaching e alimentação: a caminho do equilíbrio físico e mental – Parte 2

Só podemos reverter o processo silencioso de deterioração da nossa saúde se removermos os fatores negativos que o causam e substituí-los por fatores positivos e novos hábitos. Um estilo de vida que compreenda essencialmente uma alimentação natural, alguma atividade física e o uso de ferramentas mentais e emocionais que nos permitam minimizar o stress.

Os pensamentos, os sentimentos, as atitudes, as crenças e as emoções formam o nosso mundo interior. São os fatores principais que determinam se somos ou não saudáveis, felizes ou infelizes. Têm uma influência direta no nosso corpo mantendo ou não a “estrutura interna”, encaminhando, bloqueando ou melhorando o fluir da bioenergia e das atividades glandulares. Por estas razões, para melhorarmos a nossa condição, no que diz respeito à nossa saúde, devemos, mudar em primeiro lugar o nosso “mundo interior”.

Eis alguns passos importantes:

• examine a sua condição atual; faça uma lista do que não gosta e substitua por aquilo que gosta; estabeleça prioridades e faça as mudanças que deseja;

• o corpo procura preencher as espectativas da sua mente, pelo que, mantenha a consistência e perseverança em tornar-se no que quer ser;

• adote uma filosofia/estilo de vida que veja o SER como um “Todo” (espiritual ou holística, o que seja)!

A utilização de métodos mentais e emocionais em conjugação com uma melhoria na alimentação, alguns suplementos e aplicação de técnicas naturais de saúde têm impacto na resolução de vários tipos de condições (problemas intestinais, estabilização do açúcar no sangue, apetites incontroláveis, e outros sintomas). Assim, a componente nutricional da nossa mente, como por exemplo, ansiedade, depressão, pensamento nebuloso, irritação, raiva, são cuidados e podemos mais facilmente trabalhar os outros problemas mais profundos.

Somos todos diferentes e as necessidades individuais também o são, no entanto podemos seguir algumas recomendações gerais para seguir uma alimentação natural.
Assim temos os seguintes grupos:

Vegetais verdes

Verde é vida. O efeito da clorofila é indiscutível. Transporta quantidades significativas de oxigénio, o que em conjugação com a alta quantidade de minerais, faz com que os vegetais de folha verde sejam dos alimentos que mais alcalinizam o corpo. Através da clorofila, o magnésio torna a fotossíntese possível, mostrando assim uma relação profundamente reveladora entre o magnésio, a luz e o sol. Não há vida sem Sol e a vida não é possível sem clorofila.

Precisamos de diversificar os vegetais verdes que comemos. Não podemos e não devemos ficar só pela alface. Temos várias qualidades de couves de folha verde, espinafres, agrião, acelgas, salsa, coentros, etc. Também devemos comer aqueles que são da estação, cozidos e/ou crus.

Pelo menos 50% a 70% do prato deve ser de vegetais verdes – crus e/ou cozidos nas 2 principais refeições.

Fruta

A fruta é uma fonte de bons nutrientes e um agente de limpeza muito importante, particularmente se for usada na forma de sumos (feitos no momento), o que pode ser muito desafiante em algumas situações bem como pelo excesso de doce, pois é necessário que o açúcar no sangue se mantenha estável.
Devemos optar pela fruta da estação – 2 a 3 peças por dia.

Hidratos de Carbono – especialmente cereais
Quanto mais glutinosos – trigo, centeio, aveia e a cevada- mais desafiantes se apresentam para o corpo. O arroz integral (curto) e o millet são os menos desafiantes e não têm glúten. A quinoa também é uma boa solução. Quanto aos cereais de pequeno-almoço integrais e ao pão integral, deve-se ter em especial atenção os processos de fabrico e ao que lhes é adicionado.

Proteínas

São sem dúvida alimentos que formam ácidos, mas também são bons estabilizadores do açúcar no sangue. A carne vermelha é a que mais pode contribuir para a acidez, talvez por isso a evitar, enquanto as carnes brancas são menos desafiadoras. O peixe e os ovos são boas fontes de proteína. No caso dos ovos são uma excelente fonte e podem ser comidos todos os dias. Leguminosas, frutos secos, sementes, assim como o pólen, são boas alternativas para os vegetarianos e vegan, apesar de não serem proteínas completas. Quando comemos carne e peixe podemos compensar a acidez que possam provocar com uma boa quantidade de alimentos verdes.

Lacticínios

O leite é todo pasteurizado e quase sempre homogeneizado. Estes processos mudam o que era um produto natural para um não natural, e com pouco ou nenhum valor nutricional. As enzimas que são necessárias para metabolizar o leite e utilizá-lo deixam de ser produzidas pelo corpo na idade que poderemos deixar de ser amamentados pela nossa Mãe – aos 2 anos. Muita atenção ao que lhe é adicionado, inclusive ao cálcio!

O iogurte é uma boa forma, como já foi parcialmente digerido pela bactéria (fermentação), não apresenta muita dificuldade para ser digerido. Quando é feito a partir de um leite menos processado melhor ainda – como o de cabra – mas sempre natural (sem sabores e açucares).

O queijo pode ser também bastante difícil de digerir, pois é feito a partir de leite pasteurizado e tem bastante sal adicionado. Qualquer pessoa desidratada não deve comer produtos com excesso de sal.

Com exceção do iogurte natural, manteiga e da manteiga de “ghee” os outros produtos apresentam bastantes dificuldades para o corpo os processar. Os lacticínios tem tendência para desequilibrar os principais eletrólitos (cálcio, sódio, potássio e magnésio). Estão também na origem de mucos que podem adensar a linfa.

Boas alternativas são os leites de sementes e frutos secos de casca dura, sem açúcar adicionado. Podemos fazê-los, não sendo necessário comprá-los e assim evitar os estabilizadores e conservantes que contém.

Gorduras

É talvez uma das categorias mais polémicas e menos percebidas dos principais grupos de alimentos, especialmente quanto à forma de cozinhar com elas. Contrariamente ao que se acredita, não devemos cozinhar com gorduras mono e polinsaturadas, como o azeite e óleos vegetais, porque ficam seriamente danificados quando aquecidos. É muitíssimo importante para a nossa saúde não comer gorduras alteradas, hidrogenadas e na “configuração trans”, porque reduzem drasticamente a porosidade das células e alteram a sua estrutura e funcionamento.

Para cozinhar as gorduras mais estáveis são as saturadas – quimicamente são mais estáveis mesmo expostas ao calor. São a manteiga, a manteiga de ghee e o óleo de coco as mais apropriadas.

Azeite prensado a frio e outros óleos devem ser usados para temperar ou adicionados depois de cozinhar.

Procure implementar uma alimentação natural, beba muita água, durma bem e com firmeza afirmo que a sua saúde melhorará. Todavia é de especial importância aprender a acreditar na própria intuição e o seu corpo lhe dirá o que precisa.

Por fim, as mudanças devem ser introduzidas gradualmente, tendo em mente que deverão, ao ritmo desejado, tornarem-se hábitos e passarem a ser a base de um novo estilo de vida que é escolhido. O corpo com a alimentação pode equilibrar a mente, e a mente através das emoções pode equilibrar o corpo. A escolha é sua.

Aldina Costa

Publicado em:

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