7 Passos que podem beneficiar a sua SAÚDE e BEM-ESTAR e perder peso

1- Beber mais água e adicionar alimentos integrais

Sem água não há vida! Mesmo as plantas não podem germinar, muito menos prosperar, sem água. Por quê?

A função da água é levar hidrogénio natural para o interior da célula, e assim hidratar o nucelo da mesma, onde se encontra o ADN. Este é o segredo da água.

Outra função essencial da água é um solvente universal para eliminar as toxinas do corpo e das células. Ao atuar como um solvente a água tem um conteúdo elétrico (polar) que ajuda a regular todas as funções do corpo. Este fluxo elétrico é interrompido por desidratação e por excesso de toxinas e como resultado as reações celulares diminuem consideravelmente. Estas perturbações bloqueiam a transferência de informação vital  e o processo normal de desintoxicação que é tão essencial  para a vida.

Beber água pura e simples, no mínimo 2 a 2,5 litros por dia, sem ser da torneira e sem nada adicionado.

Muitas das indicações sugeridas para perder peso focam-se em evitar alimentos, em reduzir e em perder, o que faz sentir as pessoas infelizes, tristes e limitadas.

Por que não centrar a atenção em tornarmo-nos mais saudáveis?

Pode levar algum tempo a fazer esta mudança mas é uma perspetiva muito mais vantajosa no longo prazo.

Tornamo-nos mais saudáveis ao adicionar à nossa dieta alimentos integrais e “naturais” que vão gradualmente substituir os alimentos “não saudáveis”. Ao fazer esta troca os apetites e desejos por este tipo de alimentos decrescem notavelmente. Também as papilas gustativas mudam com o tempo e se não lhe dermos açúcar e sal elas sabem verdadeiramente tomar o gosto da comida.

As razões para os “apetites” por certos alimentos abrandarem estão diretamente relacionadas com o corpo receber vitaminas, minerais e nutrientes de que precisa. Os “apetites” muitas vezes são uma forma mascarada da falta de nutrientes, como por exemplo, o desejo de chocolate pode indicar uma falta de magnésio! O corpo faz sempre o melhor em nosso favor e à medida que o abastecemos dos nutrientes que necessita ele também nos dá respostas através do decréscimo de sintomas, como por exemplo: dores de cabeça, cansaço, depressão, variações de humor, etc. São estas mensagens que vamos aprendendo a sentir e a interpretar. Temos que respeitar o nosso corpo! Esta é uma realidade que as vezes é difícil de entrar na nossa mente!

2 – A alimentação vegetariana/vegan é mais saudável?

A decisão de seguir este tipo de alimentação muitas vezes assenta em crenças pessoais, mas também pode ser por se admitir que é mais saudável, ou por questões de sustentabilidade do planeta ou por achar que pode perder peso mais facilmente.

Este é um daquele temas que é bastante polémico. Quando se segue uma alimentação vegetariana/vegan de uma forma correta ela é saudável e fornece os nutrientes que são necessários para manter níveis de energia altos. O importante aqui é definir o que é saudável, o que é extensivo a qualquer tipo de alimentação, inclua ou não carne. Se nas opções estão incluídos, por exemplo, pão branco, massa, açúcar, comida processada, gordura em excesso, etc. não é uma alimentação saudável. Ter uma alimentação saudável é obter dos alimentos todos os nutrientes que necessitamos e isso vem da diversidade e uma grande parte de vegetais e fruta. Este aspeto é comum a quase todas as dietas, e com toda a certeza, são as que funcionam no longo prazo.

3- E quem não gosta de vegetais, o que fazer?

Há que perceber a resistência. Os sabores amargos e ácidos dos vegetais são necessários para nos dar informação acerca dos alimentos que podem ser menos bons para nós e assim não os comermos em excesso. Os ácidos são aqueles que precisamos em pequenas quantidades. Os vegetais verdes são muito saudáveis, no entanto contêm algum amargo, que lhe dá a propriedade de tornar o corpo mais alcalino. As crianças têm papilas gustativas muito sensíveis e são aquelas que menos gostam deles! E se em crianças não gostam deles, quando chegam a adultos pouco ou nada se alterou!

O melhor para se sobrepor ao amargo é o salgado! O que justifica por si só o facto dos vegetais serem ricos em sais! Se eliminar as comidas processadas, que têm excesso de sal, pode adicionar um pouco de sal marinho natural (flor de sal) aos seus vegetais  sem problema. A quantidade certa durante (muito pouco) a cozedura pode abrir o sabor, mas ao adicionar sal à comida quando já está no prato pode levar a comer mais quantidade do que geralmente precisa. O uso de ervas aromáticas, frescas ou secas, é uma outra forma de dar sabor, minimizar o amargo e reduzir o uso de sal.

4- Como elevar a energia e sentir-se formidável

Quer sentir energia ao longo do dia? E com mais saúde?

Um dos aspetos que mais valorizo é comer bem, sentir-me bem e com energia quando acordo.

E se necessitar de perder uns kilos?

O corpo transforma os alimentos que comemos em energia, pelo que comida é energia. Mas há alimentos que nos fazem sentir cansados em vez de energéticos. Há uma serie de razões, mas uma delas é ingerir açúcar refinado. Quando comemos açúcar o nosso corpo produz insulina que é necessária para aquele ser metabolizado e absorvido pelas células. Mas se o comemos de uma forma pura, sem outras fibras, amidos, gordura ou proteína, que reduzem o tempo de digestão, é absorvido muito rapidamente. Para acompanhar este ritmo, a insulina também é produzida muito rapidamente, mas ligeiramente desfasada. É neste intervalo que existe uma descida do açúcar no sangue dando-nos a sensação de não termos energia e sentindo-nos cansados. A reação normal é comer algo ou beber que nos dê energia. Muitas vezes, uma bebida doce, um chocolate ou uma “barra de proteína” – que está cheia de açúcar- faz com o ciclo se repita.

A solução é evitar fontes de açúcar puro! Os hidratos de carbono refinados – arroz branco, farinha branca etc- tem o mesmo efeito.

Coma fruta e hidratos de carbono integrais. Em geral quanto mais os alimentos são próximos da forma “natural” melhor.

5 – Que óleos e gorduras a consumir e a utilizar na cozinha

Frutos secos de casca ( ex. nozes, amêndoas, etc.), sementes (girassol, abobora, etc.)  assim como abacate são formas boas de comer gordura em vez de óleos. Há gorduras também nos cereais, nas leguminosas e também pequenas quantidades nas frutas e vegetais. Podemos usar alguns tipos de óleos mas os alimentos são quase sempre melhores quando estão próximos do seu estado natural, pois para além do óleo têm também alguma fibra e água que nos facilita a digestão. Manteigas de sementes e frutos ou um abacate em puré podem fazer um excelente tempero sem nenhum óleo. Estes, mesmo os melhores, são muitas vezes bastante calóricos e processados que têm tendência para ficar rançosos rapidamente (oxidam). Ranço é uma denominação usada para gorduras que ficam instáveis e criam radicais livres, quando exposta ao ar, calor e luz, tudo pelo que os alimentos passam para os óleos serem extraídos.

Os óleos polinsaturados são os mais instáveis e com mais tendência para se tornarem tóxicos. Os monoinsaturados são mais estáveis e menos suscetíveis para serem tóxicos. O azeite é o mais usado – é uma gordura monoinsaturada – pelo que se for processado a frio tem uma exposição mínima ao calor.

As gorduras saturadas são as mais estáveis quimicamente e com menor probabilidade de serem toxicas, mas não significa que sejam a escolha mais saudável – são apenas aquelas que têm menos toxinas quando são processadas para obter os óleos.

Por exemplo, a manteiga é uma gordura animal saturada que contém alguma toxicidade que depende do que os animais ingeriram ou lhe foi injetado.

Uma boa opção é o óleo de cocô que é uma planta e que não contêm o mesmo nível de toxicidade existente nas gorduras animais.

Lembrar que sempre que qualquer tipo de gordura é aquecida torna-se tóxica. Procurar usar aquelas que são mais estáveis para aquecer, como por exemplo o óleo de cocô ou manteiga (Ghee –clarificada-ou outra) e as outras em temperos depois de cozinhas ou em cru.

Os alimentos no seu estado natural são a quase sempre a melhor escolha para obter gorduras do que os óleos.

6- A forma como os alimentos são cozinhados altera os nutrientes

Todos queremos que a comida tenha um sabor maravilhoso mas também que seja nutritiva.

A saúde, energia e as sensações dependem muito da forma como os alimentos são cozinhados mas também do tipo e variedade de vegetais que comemos, que deve ser a mais diversificada possível.

Quando comemos vegetais crus a quantidade de vitaminas e minerais fica intacto. Também contêm mais água e fibra quando comparados com os cozinhados. Mas a celulose (um tipo de fibra muito importante para os intestinos) nos vegetais crus também fica intacta e alguns dos nutrientes que contêm não são absorvidos. Daí a importância de comer vegetais crus e cozidos, para que a variedades de nutrientes estejam disponíveis para absorção.

Cozinhar ao vapor é uma forma excelente de preservar os nutrientes e ao mesmo tempo permitir que todos os nutrientes estejam disponíveis para ser absorvidos. Os vegetais ao não estarem em contacto com a água não perdem grandes quantidades de vitaminas e minerais, apesar de haver alguma perca através do calor e vapor enquanto cozem. Só lhe retire a pele e corte-os após a cozedura para minimizar a perca.

Saltear também é uma boa solução desde que a gordura usada seja estável e não atinja temperaturas muito elevadas. Para minimizar este aspeto, junto um pouco de água à gordura do salteado!

O uso de ervas aromáticas e especiarias é uma forma de dar uns sabores deliciosos aos pratos. Gengibre, alho, canela são excelentes para o sistema digestivo e metabolismo. A pimenta de “cayene” pode reduzir o apetite! Um pouco de picante pode dar uma sensação de satisfação. Curcuma ou açafrão-da-índia é excelente para o metabolismo da gordura e para regular os níveis de açúcar no sangue, assim com um magnífico anti-inflamatório. Salsa e coentros estão repletos de nutrientes e de antioxidantes, os quais ajudam a neutralizar os radicais livres, pelo que quanto mais frescas melhores.

7 – Alimentos que devemos mesmo evitar

Há alguns alimentos que sabemos que podem não ser os melhores mas de vez em quando podemos comê-los. Porém há outros que devemos mesmo eliminar: os que excessivamente processados que se afastam muito da sua forma natural. A linha que separa os que podemos dos que não podemos é o uso altas temperaturas, o uso de químicos e uso de muitos componentes que por si só já foram processados. Estes são alimentos que não tem nutrientes e ainda sobrecarregam o organismo que ao tentar digeri-las ainda despende energia e muitas vezes é incapaz de os eliminar eficazmente, aumentando a carga toxica. São eles:

  • Açúcar refinado (branco, escuro, agave, xarope de milho, glucose de milho, etc);
  • Cereal refinado (arroz branco, farinha branca, farinha enriquecida);
  • Adoçantes artificias, corantes e conservantes;
  • Gorduras toxicas (gordura hidrogenada, margarina, óleos refinados de canoila, girassol, e todos aqueles que são para fritar!)
  • Produtos processados (sal refinado, carnes processadas, carnes e peixes fumados e comidas já preparadas que contenham os produtos acima mencionados.)

O corpo pode neutralizar e gerir um certa cargo tóxica, mas tem um limite. Quando atinge esse limite a nossa saúde começa a deteriorara-se. Evitar ao máximo este tipo de alimentos é o melhor que podemos fazer para nos mantermos saudáveis e equilibrados.

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